terça-feira, 7 de setembro de 2010

Permaneceu estarrecida...

Extremamente perplexa ao ouvir o que pensavam ao seu respeito.
Não tiveram o cuidado se quer de sussurrar ou manter em segredo.
Exatamente...
Chamaram-na de anormal!
Quanta ousadia deixar algo tão íntimo vir à tona de maneira grosseira e desdenhosa.
Quisera ela que admirassem sua anormalidade, visto que pessoas normais são tão iguais e previsíveis.
Feriram-na profundamente...
Palavras muitas vezes ferem muito mais do que agressões físicas.
Principalmente quando lançadas de pessoas amadas, inimagináveis capazes de produzir tamanha desilusão.
Silenciaram-na!
Embora constrangida...
Sabia ela que o silêncio falaria muito mais alto posteriormente!
Seguiu adiante, de cabeça erguida, orgulhosa por esbanjar sabedoria. 

Anne Louyse Andrade Lira

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