Laranja Mecânica é um filme que critica o Behaviorismo, um elemento psicossocial baseado na análise do comportamento humano, e relata a história de Alex, um psicopata, que narra o “Horror Show” de sua vida.
Alex era um rapaz que não possuía apoio, afeto e autoridade familiar, não freqüentava a escola, era alucinado por sexo grupal, objetos eróticos e violência, e impunha a autoridade, que não tinha em casa, em amigos de comportamento semelhante ao seu.
No decorrer do filme, Alex e seus amigos praticam uma série de invasões domiciliares, estupros e espancamentos. Em uma dessas tentativas, Alex é preso, visto que tais ações deturpam os princípios sociais.
No presídio, ele tem contato com a religião, se encanta com as cenas violentas presentes na Bíblia e imagina-se no lugar dos agressores. Surge uma nova análise experimental do comportamento, no caso o Behaviorismo, e Alex prefere ser a “cobaia” a aturar o sistema prisional, que se preocupava mais com a verba que iria receber, do que com o bem estar dos prisioneiros.
O tratamento era claramente behaviorista, pois após a visão dos filmes, associados à música e ao soro experimental (estímulo), Alex manifestava ânsia de vômito (resposta). Ele pedia para encerrar o tratamento devido tamanha tortura, mas não era atendido, o que demonstrava a hipocrisia, e a ausência de ética e moral dos profissionais.
Ele se tornou um fantoche, perdeu sua identidade e foi largado de volta na sociedade, que não acreditou na sua mudança, pois considerava que o homem já nascia pronto, incluindo a personalidade, os valores, os hábitos, as crenças, o pensamento, a emoção e a conduta social, e quis vingar todo o mal que o mesmo havia causado.
Percebe-se então, o reducionismo da teoria behaviorista, que por causa surgimento do capitalismo e da mecanização mundial, defendia que o comportamento deveria ser visto de maneira isolada e objetiva. A ciência enxergava o homem, como uma máquina, sem alma e sem mente, algo que poderia ser previsto e controlado.
Anne Louyse Andrade Lira