domingo, 15 de abril de 2012

Desabafo


            Sei que tudo passa, tudo muda, independentemente de ser algo bom ou ruim. Que devemos aproveitar os bons momentos ao máximo e enfrentar os momentos ruins para aprendizado, para nos fortalecer. Às vezes, quando recordo dos bons momentos, sorrio como se estivesse revivendo, e bate aquela vontade inútil de querer que tudo volte a ser como era antes. Como é triste ver que os amigos, que se diziam para sempre, hoje fingem que nem nos conhecem. Como é triste saber que as pessoas, aquelas que mais confiávamos, hoje são as que mais nos traem. As pessoas dizem que nos amam, mas agem como se não amassem e não suportam ver nossa felicidade. Isso realmente é amor? Estou cansada de tanta mentira, inveja e falsidade!

Anne Louyse Andrade Lira

domingo, 7 de agosto de 2011

Chegou a hora de recomeçar


É óbvio que a saudade reina e que eu quero replay quando vivo momentos inesquecíveis, mas não posso ficar presa ao passado me lamentando. Devo seguir adiante, lembrar do quanto foi especial, ter esperança e agir para viver novos momentos melhores ainda. Aquilo que foi vivido ficará guardado para sempre em minha memória, em meu coração, em meu sorriso... Não é fácil voltar do sonho para a realidade, mas é preciso!

sábado, 11 de setembro de 2010

Resultou Insônia


Ainda bem que recebera aquela mensagem divina sentada, porque se estivesse de pé, inadvertidamente cairia para trás. A cada instante que passava, emergia uma confusão interna inexplicável, repleta de honra por ser merecedora de imensa confiança. Conservou-se surpresa após os seis minutos mais longos e desde então, mais importantes de sua vida, caracterizados por episódios de euforia e taquicardia incontroláveis.

Anne Louyse Andrade Lira

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Permaneceu estarrecida...

Extremamente perplexa ao ouvir o que pensavam ao seu respeito.
Não tiveram o cuidado se quer de sussurrar ou manter em segredo.
Exatamente...
Chamaram-na de anormal!
Quanta ousadia deixar algo tão íntimo vir à tona de maneira grosseira e desdenhosa.
Quisera ela que admirassem sua anormalidade, visto que pessoas normais são tão iguais e previsíveis.
Feriram-na profundamente...
Palavras muitas vezes ferem muito mais do que agressões físicas.
Principalmente quando lançadas de pessoas amadas, inimagináveis capazes de produzir tamanha desilusão.
Silenciaram-na!
Embora constrangida...
Sabia ela que o silêncio falaria muito mais alto posteriormente!
Seguiu adiante, de cabeça erguida, orgulhosa por esbanjar sabedoria. 

Anne Louyse Andrade Lira

sábado, 4 de setembro de 2010

A violência no Brasil


 A violência é um dos fenômenos sociais que mais cresceu com o passar dos anos no Brasil. Desde a chegada dos portugueses em 1500, com a escravidão indígena, posteriormente africana, associados a um governo autoritário, intensificada com a Revolução Francesa, o fim do sistema feudal e a Revolução Industrial, até a atualidade.
            Ela é uma reação do ser humano ao desrespeito e ao descaso de outros para com o mesmo, contrariando aquilo que era considerado correto e que não pôde ser resolvido através do diálogo. Reação esta que pode ser física, verbal, sexual, contra a mulher, a criança, o idoso, etc.
            Alguns problemas sociais como miséria, fome e desemprego, auxiliam no aumento dos índices de violência no país, visto que a urbanização acelerada contribui para o êxodo rural e consequente crescimento desorganizado das cidades, com baixa expectativa de vida, difícil inserção no mercado de trabalho e frustração pela desigualdade social e por não poder consumir tudo aquilo que o mundo capitalista oferece.
            Devemos lutar pela mudança nas políticas públicas e melhoria de educação para que as pessoas sejam instruídas e haja maior participação da sociedade nas discussões e possíveis soluções para este problema.

Anne Louyse Andrade Lira

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resenha Crítica: Laranja Mecânica



               Laranja Mecânica é um filme que critica o Behaviorismo, um elemento psicossocial baseado na análise do comportamento humano, e relata a história de Alex, um psicopata, que narra o “Horror Show” de sua vida.
              Alex era um rapaz que não possuía apoio, afeto e autoridade familiar, não freqüentava a escola, era alucinado por sexo grupal, objetos eróticos e violência, e impunha a autoridade, que não tinha em casa, em amigos de comportamento semelhante ao seu.
              No decorrer do filme, Alex e seus amigos praticam uma série de invasões domiciliares, estupros e espancamentos. Em uma dessas tentativas, Alex é preso, visto que tais ações deturpam os princípios sociais.
              No presídio, ele tem contato com a religião, se encanta com as cenas violentas presentes na Bíblia e imagina-se no lugar dos agressores. Surge uma nova análise experimental do comportamento, no caso o Behaviorismo, e Alex prefere ser a “cobaia” a aturar o sistema prisional, que se preocupava mais com a verba que iria receber, do que com o bem estar dos prisioneiros.
              O tratamento era claramente behaviorista, pois após a visão dos filmes, associados à música e ao soro experimental (estímulo), Alex manifestava ânsia de vômito (resposta). Ele pedia para encerrar o tratamento devido tamanha tortura, mas não era atendido, o que demonstrava a hipocrisia, e a ausência  de ética e moral dos profissionais.
              Ele se tornou um fantoche, perdeu sua identidade e foi largado de volta na sociedade, que não acreditou na sua mudança, pois considerava que o homem já nascia pronto, incluindo a personalidade, os valores, os hábitos, as crenças, o pensamento, a emoção e a conduta social, e quis vingar todo o mal que o mesmo havia causado.
              Percebe-se então, o reducionismo da teoria behaviorista, que por causa surgimento do capitalismo e da mecanização mundial, defendia que o comportamento deveria ser visto de maneira isolada e objetiva. A ciência enxergava o homem, como uma máquina, sem alma e sem mente, algo que poderia ser previsto e controlado.
              
Anne Louyse Andrade Lira

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Sonho


"Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas."

Clarice Lispector